O pior é que é uma música que eu adoro. Tô ficando atormentada.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Norwegian Wood
O pior é que é uma música que eu adoro. Tô ficando atormentada.
sábado, 19 de abril de 2008
livros
Estou lendo dois romances que têm muito em comum (e isso nada tem a ver com eles em si): Norwegian Wood, do japonês Haruki Murakami e O Perfume, do escritor alemão Patrick Süskind. Uma das coisas que os ligam é o fato de serem autores novos para mim (assim como a literatura japonesa também me é nova). A outra, é de terem um enredo completamente estranho ao meu gosto de leitora. O primeiro –que acabei de começar, então ainda não posso julgá-lo em nada que não seja meramente a “capa”- se passa no final dos anos 60 e conta a história de um jovem de 20 anos que vai morar em Tóquio para estudar na Universidade –algo que me lembra em muito O Apanhador no Campo de Centeio, vamos ver até aonde a parecença vai. O segundo é a história de um serial killer nascido na Paris fedorenta do século XVIII e que percebe que pode manipular as pessoas através do olfato.
Livros assim geralmente não me chamariam a atenção. Aliás, nem a encadernação deles me chamaria a atenção. O Perfume faz o tipo clássico sisudo, na capa azul marinho dura com cara de coleção. A edição que a Objetiva fez para Norwegian Wood segue o estilo modernoso, com imagem de gente e círculos e quadrados sobrepostos, meio preto-e-branco, meio colorido. Histórias de serial killers ou jovens solitários apaixonados não me levariam a ir mais além num livro, mas resolvi –meio inconscientemente- dar uma colher de chá para esses dois (ou para minha experiência com os livros). Outra coisa que coincidiu foram as datas: ambos os livros são da década de 1980 e, se eu não me engano, minhas incursões literárias por essa época são bem escassas.
Enquanto eu faço alquimia com as minhas leituras, os teóricos ficam lá largados. Ah, dane-se. Não é sempre que os livros mandam que a gente os leia.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Vizinhança
Maconha. Toda vez que passo pelo 101 e sinto esse cheiro forte de um milhão de incensos misturados já posso adivinhar. O vizinho do apartamento em frente tá pegando a mulher na porta, será que não vê que o vidro é quase transparente? Vai ver que viram sim; quase começo a rir, e subo as escadas mais depressa. Da casa dos irmãos vem o som irritante do violino e um cheiro bom de pão. O cheiro, aliás, pode estar vindo do saco de papel que trago da padaria. Saco de pão, mochila, bolsa e livro nas mãos, como vou achar a chave? Passo antes pela porta aberta do meu vizinho de frente, no terceiro andar. A porta entreaberta deixa ver um ambiente que me parece marrom e um ar de museu, brrr.
Abro minha porta: cadeira cheia de livros; mais cadeira e mais livros. A bagunça da mudança recente, ou não tão recente, mas a bagunça da falta de tempo de desfazer a mudança. O computador, cadernos, mala de roupa, papéis sobre a cama; o abajur aceso desde a semana passada, quando saí. Me estiro na cama, tiro os tênis com os pés. Lá de baixo vem as risadinhas dos vizinhos da porta de vidro e o violino da irmã. Lamento a sorte dos que vão escutá-la na igreja. Alguém cozinha feijão, e o cheiro entra vindo do corredor. Carros correm lá embaixo, e vão se afastando a medida que o sono vem...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
The Silver Surfer
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O lance é que, fora os Groo da infância, a Turma da Mônica, e umas tiras do Quino, Laerte, Angeli, Glauco, Dik Browne, Bill Watterson, Henfil e Schulz da vida, eu até hoje não consegui passar de meia dúzia de X-Men, uns Batman, algumas coisas do Milo Manara e volta e meia um Alan Moore ou um Frank Miller..
Touchè! Acabei percebendo que a minha ignorância no assunto é maior do que eu pensava, e quiçá infinita.
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sábado, 5 de janeiro de 2008
Cantoria 1 e 2
a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus
vivos..."
Gravados em 1984 (Cantoria 1) e 1986 (Cantoria 2), esses dois discos são o que há de melhor da viola nas vozes dos mais expressivos cantadores do país. E tudo regado a pinga com mel ;-)2007 Revisitado

Com Cartola e Dona Zica no elenco :o
Como de praxe, eu e D. Zélia no cinema logo no início do ano =P
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1ª música do ano:
Tull) é quase um trauma =P
Talvez antes eu nunca a tenha escutado inteira, de uma só vez (I’m a bad dream that I juuuust haaaaave todaaaay). Vale lembrar que o feito que foi repetido algumas vezes ao longo do ano.
Gravada em 1971 ou 1972, a letra é baseado num poema escrito por um garoto fake, o Little Milton. A capa do disco –um tablóide com 12 páginas- foi totalmente desconfigurada pra virar CD, e eu ainda sonho em encontrar o LP numa loja de discos por aí...
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1ª lista do ano
Pares Perfeitos:
queijo & goiabada
livro & café
café & leite
pão & manteiga
cássia eller & nando reis
lennon & mccartney
tom & vinícius
marx & engels
rede & violão
chuva & sono
filme & vinho
che & fidel
simone & sartre
marcelo camelo & rodrigo amarante
joão & maria
all star & calça jeans
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Melhor site:
Que orkut que nada... melhor do ano mesmo foi o André Dhamer e suas malvadezas.
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Aquisições do ano:
Uma gaita. Já já cês vão ver meu nome na agenda cultura da cidade =P
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Melhor show:
Satolep Sambatown foi o melhor disco inédito de 2007, o que valeu três shows (no último tivemos a honra de ver o bis boicotado pelos próprios organizadores do evento) e noites virando a net atrás do disco... Mais uma prova da genialiadade lírica (Vitor Ramil) e técnica (Marcos Suzano) dos músicos.
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Melhor disco não-inédito:
Layla and Other Assorted Love Songs, do Derek and the Dominoes (1970). Sempre, sempre e sempre o melhor –e talvez menos conhecido- disco de blues rock de todos! Foi nesse disco que Layla foi lançada, numa versão de estúdio infinitamente superior à versão acústica que fez sucesso.
Chamando a atenção para ‘Bell Bottom Blues’ (a melhor música de coração partido, ou de dor-de-cotovelo, do mundo), ‘Key to the Highway’ (virtuosismo acima de tudo!), ‘Layla’ (feita para a ex-senhora Harrison e ex-senhora Clapton) e a versão do Derek para ‘Little Wing’, do Jimi Hendrix.
;-)
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Melhores filmes reassistidos:
Quando - e se – eu morrer quero passar a eternidade assistindo:
EL LABERINTO DEL FAUNO (GUILLERMO DEL TORO)
Umberto D (Vittorio de Sica)
Arroz Amargo (de Santis)
Morangos Silvestres (Bergman)
Cinema Paradiso (Tornatore)
The Blues Brothers (os dois- John Landis)
A Batalha de Argel (Pontecorvo)
Stranger Than Fiction (Marc Forster)
Acossado (Godard)
O Fantástico Mundo de Jack (Tim Burton)
Secretária (Steven Shainberg)
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Outros melhores:
Shaun of the
Death (Edgar Wright)Histórias da Revolução (Gutierrez
Alea)Nina (Heitor Dhalia)
Scoop (Woody Allen)
Sobre Meninos e Lobos (Clint
Eastwood)Os
Infiltrados (Scorcese)Paris, Je
T’aime (aqui)Good
Night, and Good
Luck (George Clooney)Desventuras em Série (Brad
Silberling)Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças (Michel
Gondry)
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Piores peças de teatro...
...ou: Como Jogar R$ 7,50 Fora Fácil, Fácil.
Hedda Gabler
As Gaivotas
Os Demônios
Quartett
Tirando por base de que eu devo ter ido quatro ou cinco vezes ao teatro este ano...
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Sexta à noite, um amigo, cinema e...
... 230 minutos de filme:
A Pedra do Reino (baseado no livro de Ariano Suassuna), de Luiz Fernando Carval
ho.
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Autor do Ano:
Pierre Bourdieu. Eu sou uma mera seguidora.
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Autoras do Ano:
Clarice e seu impossible-to-read Perto do Coração Selvagem, e Sylvia Plath, a descoberta.
Último filme do ano (31/12/2007):
Melissa P. (Luca Guadagnino). Dicussões sobre o que é pornográfico e o que é erótico. Parafilias e pornofílicos. Vinho, batata frita e uma ótima companhia.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Little did he know...

Pra quem gosta de diálogos inteligentes e comédia decente ;-)
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Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction. EUA, 2006)
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Direção: Marc Forster (que dirigiu também Em Busca da Terra do Nunca, aquele com o Jhonny Deep).
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Elenco: Will Ferrell, sempre excelente;
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113 minutos. Drama/ Comédia
sábado, 22 de dezembro de 2007
Caderno II
Os três poderes são um só: o deles
Nicolas Behr
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Na hora da dor extrema a poesia é insuficiente. Abstrata, não tem um coração pulsando. O coração da poesia é sempre o nosso, que ela absorve e nos devolve em versos. Na hora da dor extrema, poetar é instinto de sobrevivência. Se você é poeta, concorda com isso? Já entregou a sua dor num poema pra aliviar seu sufoco? E aliviou?
Olympia Salete Rodrigues, Poetar pra Sobreviver.
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SOLIDÃO
Ao ouvir de tanta gente o vozerio, sinto
Que sou sozinha onde vagueio.
O mundo angra, a
rebentar de cheio e eu
Sempre o vejo para mim vazio.
A taça de veneno que esvazio
faz-me, talvez, um cego. E nesse enleio
não sei se vejo o mau no meu receio,
ou se não vejo o bom no meu fastio...
Buscando a causa dessa solidão,
-fonte de mágoas e de amargos prantos,-
cheguei à dolorosa conclusão...
É que, no tumultuar dos vendavais,
No qual ando a vagar, por entre tantos,
Faltam uns poucos que não
vejo mais
Michele Carvalho
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el amor eterno dura aproximadamente 3 meses
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não existe uma língua portuguesa,
existem línguas em português
Saramago
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Minha raiva
quase transpassa
a espessura
do teu vidro...
É mágoa.
E o que eu choro
é água com sal.
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há uma necessidade premente
d’eu ficar ausente.
uma necessidade ambulante
d’eu ficar constante.
uma necessidade vital
d’eu não morrer como
antes...
Limpando armários
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a posiblidade do futuro (não) me assusta tanto quanto a relidade presente
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Hoje é sempre ainda
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Lembro-me de quando era criança
e via, como hoje não posso ver,
o sol raiar sobre a minh janela.
Ele não raiava para mim, mas para a vida.
E eu, não sendo consciente, eu era a vida...
[Fernando Pessoa lembrado de cabeça]
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que faça acordar os homens
e adormecer as crianças-
CDA
Com tinta te pinto tanto
e tão bem
que nem mereces o quadro...
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“Não vira em minha vida a formosura
Ouvia falar nela a cada dia,
E ouvida me incitava e me movia
A querer ver tão bela arquitetura...
Ontem a vi, por minha desventura
Na cara, no bom ar, na galhardia
De um mulher, que em Anjo se metia,
De um Sol que se trajava em criatura.
Matem-me, disse eu, vendo abrasar-me
Se esta coisa não é, que encarecer-me
Sabia o mundo e tanto exagerar-me
Olhos meus, disse então por defender-me,
Se beleza heis de ver pra matar-me,
Antes olhos cegueis, do que perder-me.
Gregório de Mattos”
"Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura que eu adoro;
Ma não, tanto não sou vosso inimigo.
Deixai, não a vejais; eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes o que sigo,
Chorareis, ó pastores, o que eu choro
Cláudio Manuel da Costa"
"I give her all my love, that’s all I do
And if you saw my love, you’ll lover her too...
Lennon/ McCartney"
Nasce o sol, e não dura mais que um dia...
Gregório de Mattos
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“para sempre fui ferido
pelo amor – mal e mal
posso arrastar-me”
Maiakovski
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“nada repreende melhor maior parte do homens do que a pintura de seus defeitos. É um belo golpe para os vícios expô-los ao riso de toda a gente. Suportam-se facilmente as repreensões; mas não se suporta de modo nenhuma troça’
Molière – Le Tartuffe
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a obra de arte não pode deixar o leitor impune.
Sartre
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...quid rides? mutato nomine,
de te Fabula narratur...
Horácio. Sátiras, livro I, versos 69 e 70
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“lê, diverte-te, e não queiras fazer juízos temerário sobre a pessoa de Fanfarrão. Há muitos fanfarrões no mundo, e talvez que tu sejas também um deles.”
Gonzaga, Cartas Chilenas. Prólogo.
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“o amor dói, mas existe”
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ao vencedor, batatas fritas e cueca-cuela
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WON’T YOU BUY ME MERCEDES BENZ?
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e eu que achava
que não havia encanto
na sua beleza exterior...
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A historia não é minha
Tampouco é recente
O que confirma a velha sentença de Salomão, segundo a qual nada existe de novo sob o Sol.
Vamos a ela.
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vida de negro é difícil, é difícil como o quê...
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A UM PASSARINHO
Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta,
Ando tão feliz!
Vinicius de Moraes
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
SMS's - frasesinhas anotadas no celular :-)
pode existir
quando o sol está presente?
[maiakóvski]
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"Se tinha alguma dor, e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo..."
[clarice lispector]
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eu, então,
por um raiozinho de sol amarelo
dançando em minha parede
teria dado todo o mundo
[maiakóvski]
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donde vem essa certeza de estar vivendo?
[clarice lispector]
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que fazer, com o inferno no peito?
[maiakóvski]
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a ciência é grosseira, a vida é sutil, e é pra corrigir essa distância que a literatura nos importa
[roland barthes]
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sou apenas o sorriso na face de um homem calado
[drummond]
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o essencial é invisível aos olhos
[saint-exupèry]
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ninguém no caminho,
e nada, nada a não ser amoras...
[sylvia plath]
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art is not a made to decorate rooms. it is an offensive weapon in the defense against the enemy
[pablo picasso]
SMS's - respostas
[de 14/novembro/2007 a 11/12/2007]
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P/ AC:
tô aqui ainda. quer passar aqui não?
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P/ Regi:
feriaaado *.*
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P/ Marcolima:
Pirambaba!
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P/ Pedrenrique:
dêxa de ser apelão...meu msn não tá conectando ¬¬'
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P/ Duardo:
Dudu, coloque meus arquivos no pen drive, eu esqueci...
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P/ Bia:
Como foi de trampo? \o/
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P/ Zhelda:
na voz de Tim Maia: eu vou morrer de saudaaades!
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P/ Duardo:
Me liga assimque voce ligar a PORRA desse seu celular *.*
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P/ Regi:
saudade *.* zoio
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P/ Duardo:
meu dudu fofo *.*
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P/ Marcolima:
Marquito fofo, boa noite e bom começo de semana :-*
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P/ Duardo:
vamo tomar café antes da aula? esse pc tá uma lerdeza....
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P/ Luci:
Uai, que droga. que que rolou com a net aí?
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P/ Dann:
vamo trabaiá, fi. entra no msn.
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P/ Zhelda:
vou precisar de sua ajuda numa parada do trabai do Mr. Robinson (hey, mr. robinson, jesus bless you please lá lá lá lá, ou ou ou, iê, iê, iê-ê)
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P/ Dann:
te ligo quando chegar no trampo, güêntaí
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P/ Luci:
saco, hein? o lance agora é entupir o MP3 e ouvir muuuuita música...
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P/ Marcolima:
amanhã é yang lee, tarantino e bob dylan! :-)
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P/ Zhelda:
Rapunzel, chegue aí na sacada
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P/ Rodrigo:
rai silascá
SMS's
[de julho/2007 a 13/12/2007]
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Davus:
Bandida!
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Zhelda:
Oi, beibe! Acabou o descanso... Amanhã, segunda, tudo recomeça...
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AC:
=*
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Marcolima:
Anna Anarquista Guedes Vieira, eu idem!
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AC:
=P
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AC:
Até amanhã! =D
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Guto:
ótimo fds pra você, divirta-se.
beijão
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Guto:
tô com saudades de vocês. e agora, como fas/
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Regi:
^.^
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Guto:
Melô do publicitário fracassado:
"fiz aquele anúncio e ninguem viu, pus emq uase todo lugaaar"
hooho
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Regi:
bom fim de semana, fia ///
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Guto:
semana passou voando, nem vi passar... ¬¬'
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Pedrenrique:
hoje tive certeza de que aquela lasanha é uma farsa, uma mentira, uma falácia e provavelmtente uma hipérbole.
me liga se der, até 13h to on line.
bjos
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Regi:
hummmmm, tá bom. cabei de chegar \o/
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Regi:
Carai :-S
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Regi:
garaaaaaai, levantano agora??
huhuhuhu \o/
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Marcolima:
tô escutando o Led III... de novo!
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Zhelda:
amo voce.
bjos e boa semana. =*
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Pedrenrique:
banhozinho demorado esse, hein? já fiz aula, já li texto já conversei, já mijei...putaquepariu!
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AC:
tá na unb?
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AC:
me espera bem aí
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AC:
uhum.
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AC:
boa noite :-*
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Luci:
ainda tem guaca, mas acabou o doritos :-S
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Luci:
se der, traz cerva também
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Marcolima:
Boa noite, Raíssa. bom início de semana.
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Luci:
que merda. agora nem internet tem nessa porra desse trampo.
estou muito, muito indignado
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Zhelda:
Rai, entra no gmail ou liga aki em casa. meu cel morreu.
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AC:
te vi passar, tu nem me viu. pra quê que anda rápido desse jeito??
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sábado, 18 de agosto de 2007
Paris, Je T'aime
Paris, Je T'aime (França/ Alemanha/ Liechstenstein/ Suiça, 2006)

Direção: Olivier Assayas (segmento "Quartier des Enfants Rouges"),
Frédéric Auburtin e Gérard Depardieu (segmento "Quartier Latin"),
Gurinder Chadha (segmento "Quais de Seine"),
Sylvain Chomet (segmento "Tour Eiffel"),
Joel Coen e Ethan Coen (segmento "Tuileries"),
Isabel Coixet (segmento "Bastille"),
Wes Craven (segmento "Père-Lachaise"),
Alfonso Cuarón (segmento "Parc Monceau"),
Christopher Doyle (segmento "Porte de Choisy"),
Richard LaGravenese (segmento "Pigalle"),
Vincenzo Natali (segmento "Quartier de la Madeleine"),
Alexander Payne(segmento "14th Arrondissement"),
Bruno Podalydès (segmento "Montmartre"),Walter Salles e Daniela Thomas segmento "Loin du 16ème"),
Olivier Schmitz (segmento "Place des Fêtes"),
Nobuhiro Suwa (segmento "Place des Victoires"),
Tom Tywer (segmento "Faubourg Saint-Denis"), (segmento "Le Marais")
Emmanuel Benvihy (transições)
Roteiro: Payl Mayeda Berges e Gurinder Chadha (segmento "Quais de Seine"),
Gus Van Sant (segmento "Le Marais"),Joel Coen e Ethan Coen (segmento "Tuileries"),
Walter Salles e Daniela Thomas (segmento "Loin du 16ème"),
Christopher Doyle, Gabrielle Keng e Kathy Li (segmento "Porte de Choisy"),
Isabel Coixet (segmento "Bastille"),
Nobuhiro Suwa (segmento "Place des Victoires"),
Sylvain Chomet (segmento "Tour Eiffel"),
Alfonso Cuarón (segmento "Parc Monceau"),
Olivier Assayas (segmento "Quartier des Enfants Rouges"),
Olivier Schmitz (segmento "Place des Fêtes"),
Richard LaGravenese (segmento "Pigalle"),
Vincenzo Natali (segmento "Quartier de la Madeleine"),
Wes Craven (segmento "Père-Lachaise"),
Tom Tykwer (segmento "Faubourg Saint-Denis"),
Gena Rowlands (segmento "Quartier Latin"),
Alexander Payne (segmento "14th Arrondissement"), baseado em idéia de Tristan Carné e na concepção de Emmanuel BenbihyProdução: Emmanuel Benbihy e Claudie Ossard
Música: Tom Tykwer, Reinhold Heil e Johnny Klimek (segmento "Faubourg Saint-Denis"), Pierre Adenot, Leslie Feist, Christophe Monthieux e Marie Sabbah
Fotografia: Maxime Alexandre (segmento "Père-Lanchaise"), Michel Amatieu (segmento "Place des Fêtes"), Bruno Delbonnel (segmento "Tuileries"), Christopher Doyle (segmento "Porte de Choisy"), Eric Gautier (segmentos "Loin du 16ème" e "Quartier des Enfants Rouges"), Frank Griebe (segmento "Faubourg Saint-Denis"), Eric Guichard (segmento "Tour Eiffel"), Jean-Claude Larrieu (segmento "Bastille"), Denis Lenoir (segmento "14th Arrondissement"), Pascal Marti (segmento "Place des Victoires"), Tetsuo Nagata e Gérard Sterin (segmento "Quartier de la Madeleine"), Matthieu Poirot-Delpech (segmento "Montmartre"), David Quesemand (segmento "Quains de Seine"), Pascal Rabaud (segmento "Le Marais") Michael Seresin (segmento "Parc Monceau")
O Fantástico Mundo de Jack
Par perfeito pra A Noiva Cadáver no quesito "não pode nunca jamais faltar na estante de quem gosta de desenho, de Tim Burton e de desenhos-do-Tim-Burton", Jack, como diz Pedrenrique Pequeno, é o filme mais legal para as manhãs de bobeira e o filme mais reassistido esse ano!Palmas pro Rei Abóbora!
The Nightmare Before Christmas (EUA, 1993)
Direção: Henry Selick
Trilha Sonora: Danny Elfmann
domingo, 12 de agosto de 2007
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Mas assisti. E como me disseram que não tenho o direito de dizer nada porque fui preconceituosa sem saber do que se tratava, vou usar o que um cara mandou pra um site de cinema pra falar de Eternal Sunshine que de bobo, há!, não tem nada:
"Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar. Bernardo Krivochein (Rio)"
Eternal Sunshine of a Spotless Mind (EUA, 2004)
Direção: Michel Gondry
Elenco: Jim, carrey, Kate Wislet, Kirsten Dunst e Elijah Wood.
Roteiro: Charlie Kaufman
sábado, 11 de agosto de 2007
Boa Noite e Boa Sorte
Good Night and Good Luck (EUA, 2005)Direção: George Clooney
Fotografia: Robert Elswit
Elenco: Davis Strathairn, George Clooney, Robert Downey Jr, Jeff Daniels.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Morangos Silvestres
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Só comparável ao lindíssimo Umberto D, do Vitorio DeSica.
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Smultronstället (Suécia, 1957)
Duração: 91min
Diretor: Ingmar Bergman.
Elenco: Victor Sjoström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Diamante de Sangue
Mas se iam colocar um africano branco, tinha logo que ser um louro dos olhos azuis?
domingo, 27 de maio de 2007
A paixão está ainda intacta. Os livros também: a mania de comprar não diminuiu, a freqüência com que vou às bibliotecas também não. Mas tudo isso só resulta em empréstimos que no máximo só me rendem multas (da última vez esqueci completamente da data de devolução do Machado, e a multa chegou nos oito reais). Mal consigo chegar ao fim de uma página.
Comecei a perceber como a necessidade de leitura é física; é como estar passando por uma crise de abstinência (ou pelo menos é essa a idéia que eu tenho de uma). Situação mais desesperadora impossível: a consciência dói, a mão coça, o sono vai embora. Na quarta-feira cheguei a me levantar a noite pra tentar ler alguma coisa. Mal pego no livro, foi-se a vontade...
Não sei -realmente não sei- o que é isso. Um misto de apatia com desânimo. Começo a acreditar na preguiça pura e simples. Talvez não queira admitir: preguiça de ler é demais. Ter preguiça de ler é como uma praga que rogaram sobre nós. É como ter o remédio pra abstinência à mão, mas do outro lado do vidro...
Mas como todo mal tem seu remédio (na verdade uma camuflagem) foi com alegria que li quase que uma revista toda. Quase toda porque pulei a parte da purelise, ops, música clássica, e a parte de estréia e crítica teatral. Aliás, teatro é outra coisa que há tempos anda gastando só meu tempo e meu dinheiro. E mais aliás ainda, fui assistir à um a peça baseada num livro do Dostoiévski...
Vontade de ler o livro deu, mas a coragem não deixa...




