Brasília é um jogo de cartas marcadas....
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PT – Paulo Tadeu, Chico Leito, Érica Kokay Cabo Patrício
PMDB – Roney Nemer , Pedro Passos, Benicio Tavares
PSDB – Nilton Barbosa, Jaqueline Roriz
PTB – Cristiano Araújo e Dr. Charles
PFL – Eliana Pedrosa, Junior Brunelli, Leonardo Prudente, Paulo Roriz
PL – Aguinaldo de Jesus
PDT – Reguffe
Prona - Wilson Lima
PP - Benedito Domingos, Raimundo Ribeiro, Batista das cooperativas, Rogério Ulisses .
terça-feira, 17 de outubro de 2006
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Pornopolítica I
Em uma frase:
Violação de painéis.
Acusado:
José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal, tem grandes chances de vencer já no primeiro turno.
Violação de painéis.
Acusado:
José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal, tem grandes chances de vencer já no primeiro turno.
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Jim
sexta-feira, 11 de agosto de 2006
O jogo da asa da Bruxa
Casinha.

O lugar onde eu vou morar deve ter flores,
E quem venda frutas por perto
(gosto de passar nas calçadas e sentir o cheiro das carambolas e maçãs molhadas pela água de alguma torneira por aí);
deve ter também alguns livros,
ou uma calçada com sombra onde se possa sentar e ler alguma coisa;
deve ter quem goste de música e quem goste
do silêncio;
deve ter quem ande sempre junto,
quem ligue no meio da noite pra dizer oi,
quem insista para que se diga o que está sentindo justamente quando não se quer falar.
O lugar onde eu vou morar deve ter um ar tranqüilo para contrastar
com a minha constante inconstância,
com a minha necessidade de ar
e com a vontade de parar o tempo quando o sono é tranqüilo.
O lugar onde eu vou morar deve me dar paz para este sono.
O lugar onde eu vou morar deve ser bom para receber os amigos,
os namorados,
e aquele que vêm e que passam;
o lugar onde eu vou morar deve ser perto quando eu queira
e longínquo quando o que se quer é distância.
O lugar onde eu vou morar
deve sanar todas as feridas,
deve criar laços,
e deve,
principalmente,
ser meu.
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
Livros & Escrevinhadores
Livros pra sempre:
1- O Livro do Desassossego
(Fernando Pessoa)
2- Perto do Coração Selvagem
(Clarice Lispector)
3- Antologia Poética
(Vladimir Vladimirovich Maiakóvski)
4- Veinte poemas de amor y una canción desesperada
(Pablo Neruda)
5- O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupèry)
.
Poetas sempre bem-vindos:
1- Carlos Drummond de Andrade
2- Ferreira Gullar
3- Mário de Sá-Carneiro
4- Fernando Pessoa
5- Castro Alves
.
Na fila de espera:
1- Nietzsche
2- Gabriel Garcia Marquez
3- Maximo Gorki
4- Marcel Proust
5- Miguel de Cervantes
.
Preparando o espírito para:
1- Jorge Luis Borges
2- Dante Alighieri
3- James Joyce
4- Karl Marx
5- Guimarães Rosa
Mulheres:
1- Clarice Lispector
2- Lygia Fagundes Telles
3- Cora Coralina
4- Rachel de Queiroz
5- Pagu
.
Descobertas:
1- Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel
(João Ubaldo Ribeiro)
2- Cartas Chilenas
(Tomás Antonio Gonzaga)
3- Gregório de Mattos
.
Queridos:
1- José Saramago
2- Castro Alves
3- Leminsky
4- Manuel Bandeira
5- Mário Quintana
.
Saudades:
1- Mário de Andrade
2- Álvares de Azevedo
3- Érico Veríssimo
4- Machado de Assis
1- O Livro do Desassossego
(Fernando Pessoa)
2- Perto do Coração Selvagem
(Clarice Lispector)
3- Antologia Poética
(Vladimir Vladimirovich Maiakóvski)
4- Veinte poemas de amor y una canción desesperada
(Pablo Neruda)
5- O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupèry)
.
Poetas sempre bem-vindos:
1- Carlos Drummond de Andrade
2- Ferreira Gullar
3- Mário de Sá-Carneiro
4- Fernando Pessoa
5- Castro Alves
.
Na fila de espera:
1- Nietzsche
2- Gabriel Garcia Marquez
3- Maximo Gorki
4- Marcel Proust
5- Miguel de Cervantes
.
Preparando o espírito para:
1- Jorge Luis Borges
2- Dante Alighieri
3- James Joyce
4- Karl Marx
5- Guimarães Rosa

Mulheres:
1- Clarice Lispector
2- Lygia Fagundes Telles
3- Cora Coralina
4- Rachel de Queiroz
5- Pagu
.
Descobertas:
1- Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel
(João Ubaldo Ribeiro)
2- Cartas Chilenas
(Tomás Antonio Gonzaga)
3- Gregório de Mattos
.
Queridos:
1- José Saramago
2- Castro Alves
3- Leminsky
4- Manuel Bandeira
5- Mário Quintana
.
Saudades:
1- Mário de Andrade
2- Álvares de Azevedo
3- Érico Veríssimo
4- Machado de Assis
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Aos que disseram não
Semana passada fomos assaltadas, eu e uma colega de trabalho. Fomos assaltadas exatamente quando saíamos do trabalho, às 6h da tarde numa comercial movimentada da Asa Norte. Fomos assaltadas por um cara baixinho, com uma camiseta do flamengo (que jogaria naquele dia mesmo), que estava apavorado com o fato de estar com uma arma na mão. Cientes de que os desesperados são os que mais fazem besteira, são os que não exitam em atirar -não por serem destemidos e coisa e tal, mas por puro medo- entregamos o que ele pedira, só os celulares. Roubar celulares numa época em que eles são dados de graça!
Aquele cara tava com um medo enorme. Medo da arma. Medo talvez do que estava fazendo, mas era medo principalmente de estar com uma arma.
Aí tá: com certeza a arma não era dele, e quase-certeza que era uma das primeiras vezes -se não a primeira- que ele pegava em uma para assaltar.
Dizem que se tivesse sido proibido, o comércio de armas e munição não diminuiriam os assaltos ou mortes. Eu acredito que sim. Acredito que, pelo menos os assaltantes de primeira viagem, os medrosos e os aventureiros não teriam a oportunidade de cair nessa, ou pelo menos seria mais um fator a por-lhes medo, e evitar que aumentassem a besteira que já anda por aí.
E eu continuo sem celular.
E então, que quereis?...

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
.
Maiakovski(1927)
Maiakovski(1927)
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poesia
quinta-feira, 13 de julho de 2006
poeminha
Eu desde sempre fiz versos
desde cedo vivi poesia...
mas você me desconcerta toda,
.você não me inspira nada
Você é só imagem.
.mas mesmo assim eu [suspiro]
(E eu que achava
Que não havia encanto
Na sua beleza exterior...)
desde cedo vivi poesia...
mas você me desconcerta toda,
.você não me inspira nada
Você é só imagem.
.mas mesmo assim eu [suspiro]
(E eu que achava
Que não havia encanto
Na sua beleza exterior...)
segunda-feira, 10 de julho de 2006
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Hermanos
EL CONDÓR PASA
I’d rather be a sparrow than a snail,
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather be a hammer than a nail,
Yes, I would…
If I only could…
I surely would…
Away, I’d rather sail away
Like a swan that’s here and gone.
A man gets tied up to the ground,
He gives the world it saddest sound…
It’s saddest sound…
I’d rather be a forest than a street…
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather feel the earth beneath my feet…
Yes, I would…
If I only could…I surely would…
I’d rather be a sparrow than a snail,
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather be a hammer than a nail,
Yes, I would…
If I only could…
I surely would…
Away, I’d rather sail away
Like a swan that’s here and gone.
A man gets tied up to the ground,
He gives the world it saddest sound…
It’s saddest sound…
I’d rather be a forest than a street…
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather feel the earth beneath my feet…
Yes, I would…
If I only could…I surely would…
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Somos todos boçais
Ai meu deus. Tem hora que não dá, não mesmo.
A coisa mais legal que eu vi esse final de semana foi o Sidney Magal dando uma entrevista a uma loirinha água-doce enquanto jogava Playstation 2. A TV está cada vez mais boçal, e a população tá tomando esses hábitos horrorosos também. Mas não é só a TV burra que é boçal. Todos nós somos, vejamos bem. É só prestar atenção um pouquinho e vamos perceber em nós às vezes não só um traço de boçalidade. Dependendo do grau em que nos encontramos, podemos ser até uma hachura inteira de boçalidade à flor da pele.
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Primeira análise: Sexta-feira fiquei um tempão discutindo com um colega, porque ele gosta (na verdade tem uma admiração horrenda por ela) da pior professora que eu já tive naquela UnB (fatalmente na FE), professora essa que também é uma boçal. Ai, santa margarida, eu sou boçal.
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Segunda análise: A pessoa que escreve dois textos ao mesmo tempo, tomando-se por base (ou "a grosso modo") a quantidade boçal¨ de parênteses utilizados, o que forma quase um entretexto.
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Outra análise: Programa de TV de Domingo (leia-se 'perda de tempo') em que as pessoas levam seus bichinhos para apreciação do público. Temos um par de ferrets que gastam por mês quase R$500.00 (preciso lembrar que isso num país onde a maior parte das pessoas não recebe nem isso por mês pra sustentar casa e filhos?), uma cabra vestida de noiva que precisa de um companheiro (ele deve ser de boa família e querer compromisso sério), um cachorro que chupa o dedo (dos outros, óbvio), um carneiro que mora num jardim do tamanho da minha casa e um calango tatuado que cria uma iguana.
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Entreanálise: A dona da formosa cabrinha aí de cima chorando no programa por que não tem como alimentar seus vinte e tantos animais de estimação. Pede ajuda e chora como quem vê um filho passando fome.
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Mais uma: A pessoa ter vontade de assistir um filme só pra ver o Antonio Banderas dançando. Mas é o Antonio Banderas.
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Quinta análise: Top 5. A não ser, é claro, que você tenha assistido High Fidelity. Aliás, quer coisa mais boçal do que fazer alguma coisa só porque alguém no cinema fez?
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Análise meia-dúzia: Falar que um cara grande (do tipo o maior teórico da literatura no Brasil) não escreve nada, é um charlatão ou coisa parecida, só pra alguém achar que você, apesar de chato, asqueroso, imbecil e idiota tem o mínimo de inteligência pra manter a coluna vertebral ereta.
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Análise sétima: brigar pra ver quem vai pagar a conta telefônica...
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Oitava análise: Meia hora discutindo a ordem numérica de 1-2 só porque alguém gosta mais do nove.
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Nueve, nueva: Aceitar as coisas do jeito ques estão só porque não se tem coragem pra mudar. Ou pra reclamar.
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Décima, mas não última: chupar ossinho de carne de vaca. Costela.
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¨"Boçal -4. muito grande; enorme, descomunal, imenso [etc.]" (Houaiss)
terça-feira, 16 de maio de 2006
À um pessimista desenganado, e especialmente à Donna Z.
Represéntanse la brevedad de lo que se vive y cuán nada parece lo que se vivió
Ah de la vida!... Nadie me responde?
Aquí de los antanõs que ha vivido!
La fortuna mis tiempos ha mordido,
Las horas mi locura las esconde.
Que sin poder como ni adonde
la salud y la edad se hayan huido!
Falta la vida, asiste lo vivido,
y no hay calamidad que non me ronde.
Ayer se fue, mañana no hay llegado
hoy se está yendo sin parar un punto
Soy un fue, y un será, y un es cansado.
En el hoy mañana y ayer junto
pañales y mortaja, y he quedado
presentes sucesiones de difunto.
Luis de Gongora y Argote
quinta-feira, 11 de maio de 2006
Poesia I
O sereno costura pedaços de sono aos restos de noite...
tenores dividem o espaço com bichos,
tornam-se em grilos,
partem-se em escuridão...
A saudade da água esfria a alma,
a vontade torna líquidos os atos.
Sons de vozes desagradáveis dão-me falta do silêncio,
um jeito cuidadoso na fala me traz a atenção de volta...
Nesse momento parece que não sou eu
quem fala
e escreve.
[10/05/2006] Ontem, durante a aula de Barroco.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Coração mole
Cedinho, do Gama pro Plano Piloto. Entra o primeiro, ou melhor, os. Dois caras, ex-drogados, ex-viciados e essa coisa toda. Vendiam daqueles melzinhos que vêm em tira e curam tosse. É pra ajudar a casa de recuperação, moça. Vende uma aqui, alguém dá umas moedas ali, outros dão dinheiro mas não querem o mel (um absurdo. Se os caras estão lá vendendo uma coisa, o cidadão se acha mais cristão se der esmola?). Descem e vão.
Entra um cego, já velho e antigo conhecido de quem toma ônibus todo dia. Pede porque não há outro jeito, se nesse país idoso não tem vez, imagina se tem alguma deficiência. Prega um pouco, abençoa os que dão, outros nem ligam. Criaram resistência, ficaram indiferentes, vá-se saber. O velho desce.
Horário do almoço, Plano Piloto-Guará I. Sobe a mãe, com um piá nos braços, outros na barra da saia. Fica lá em pé sem dizer nada, fazendo uma cara de auto-piedade. Um minuto nessa e sobe uma criança de uns sete ou oito anos. A menina estava coberta de cicatrizes de queimadura, o corpo todo marcado. A bondosa da mãe coloca um bustiê na menina e uma micro-saia, e a bota pra pedir nos ônibus! A menina passa de cadeira em cadeira, enquanto a mãe fica lá com aquela cara. Vê que a menina não "arrecadou" lá grande coisa, e fala alguma coisa no sentido de que a gente tava faltando com a obrigação (de mantê-la lá nessa situação?).
A sociedade é responsável. Mas se eu der dinheiro, a mãe vai continuar sem trabalhar e explorando a filha, a situação física da filha. Revoltante. Minha vontade era de jogar a mulher do ônibus. Raiva, raiva, raiva. Afinal, a sem coração era a sociedade? E a parcela de culpa dela, que tratava a filha com aquela crueldade? O que fazer numa situação dessas? Eu, sinceramente, não sei. E foi ainda pensando nisso que eu voltei do trabalho, no fim da tarde.
Aí entra um cara vendendo chaveiros. Deu boa noite e falou que estava lá vendendo aqueles guéri-guéris pra pagar seus materiais de escola e a passagem. Tinha voltado a estudar depois de um tempo, fazia o ensino médio no Riacho Fundo, e ele mesmo tinha que bancar seus estudos. Não sei se com a desculpa de que minha irmã tem uns chaveiros que a levam pra escola (é tanto chaveiro dependurado que eu acho que quem sai são eles, e não ela), comprei um. Aí fiquei pensando: será que se ele tivesse repetido o discurso de "estar pedindo uma ajuda por necessidade, pois tem irmão doente em casa, a mãe tá hospitalizada..." eu ia comprar? Provavelmente não. Mas o diabo é que ele falou na escola, talvez tivesse até uma travo de sinceridade em sua fala.
E além de tudo, educação é coisa séria, rapaz!
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