segunda-feira, 7 de outubro de 2013
de volta outra vez
nesse meio tempo, tive dois ou três outros -- todos afetados pelo sintoma de preguicitis de postagem ou esquecimento descarado -- e agora escrevo no ana, leu isso? e comecei uma coluna sobre cinema com os meninos do bobajada. pretendo também descobrir como atualiza essa trem aqui, pois me dá fanico essas coisas todas atrasadas.
no mais, vos deixo com uma foto da frida e com a notícia de que ainda ensaio ver um filme por dia e ler um livro por semana, e às vezes consigo.
c'est ça.
sábado, 30 de maio de 2009
projetos
também serão empreendidos um projeto no mesmo esquema, relacionado à música (mas ainda não me decidi qual o esquema, uma espécie de "um álbum por dia" ou "um artista por vez", nosso departamento projetístico está trabalhando em cima disso); o projeto de até o fim do ano tirar algo do violão que não sejam calos nas mãos e cordas arrebentadas, alguma coisa relacionada à fotografia (coimalinda!) e aprender decentemente espanhol. e, obviamente, outros projetos serão incorporados à lista. e se algum deles chegar pelo menos à metade, poderemos considerar isso um grande avanço da minha parte.
pois bem.
profundamente dedicados à ociosidade luminosa e produtiva e ao bom aproveitamento do tempo e da vida, os assim chamados "projetos" consistem em, dois pontos
a) como o nome já diz, o Um Filme por Dia irá se dedicar, ou eu irei me dedicar, a assistir todos os filmes que tiverem a sorte de passar pelos meus olhos (vou tentar me controlar e não assistir o labirinto do fauno mais mil vezes). para isso contaremos com um grande acervo de filmes baixados, copiados, backupiados, comprados, locados e emprestados, um por dia -na medida do possível- que serão comentados aqui nesse moribundo blog.
sim, aceitamos sugestões :-P
b) Um Livro por Semana: a book per week, aiquitesón, é um ótimo motivo para eu começar a ler os livros que eu comprei e ainda não li. o único motivo é o prazer em si, já que isso de ler livro obrigado é o pior castigo do mundo e eu nunca precisei disso. o projeto Um Filme... (escrevendo igual jornalista, ui) já existia, e é fruto do anteprojeto musical da mesma espécie (e ainda sem nome/ planejamento). Conversando com Lelê Teles, me veio a idéia de fazer o mesmo com livros
abre parênteses:
eu: (...) eu pouco tenho lido, mas to comprando tanto livro que mal tá cabendo em casa!
ele: os livros nos encantam e nos educam até mesmo com a sua presença, além de ter o poder de seduzir os outros.
(achei lindo isso)
fecha parênteses
o esquema de leitura é o seguinte: nenhum. posso começar lendo livros por ordem alfabética, por ordem de tamanho, por ordem inversa de tamanho ou por cor da capa, whatever. não vai adiantar nada mesmo, todo hora vão aparecer regras novas e sumir outras (quem gosta de calvinbol levanta a mão).
e por falar em comprar livros, daniel lopes, aquela fofura, me vendeu as cem melhores crônicas, do mário prata; o queremos tanto a glenda, do cortázar; o granta, volume 3; o amor e lixo, do ivan klíma e ainda vai me mandar de brinde o tre cavalli, que vai de presente pro camarada marcos lima. tudo isso por um preço pra lá de bão. quem quiser testar, vai lá na prateleira dele na ev.
então é isso, vamos ao primeiro filme.
ps: o lance é comentar filmes e livros, discordar, concordar ou confundir. pra fazer crítica profunda e bem fundamentada têm outros seres se dedicando que não eu.
psii: comecei ontem o sobre a brevidade da vida, do sêneca (o diderot, já no século xviii e antes que caetano pudesse dizer algo, tascou logo um "esse tratado é lindo", no melhor sotaque baiano), vamo ver o que dá.
psiii: baixei o the complete recordings, do robert johnson. cavernoso. o hômi falou com o capeta mesmo, certeza.
psiv: meu irmão até que enfim aprendeu o que é bom da vida e vendeu sua alma ao rock n' roll. ou não. o fato é que ele me apresentou a kiss fm tem algumas horas, e eu já ouvi kiss, ac/dc, heaven & hell e led zeppelin, então vale a pena ;-)
sábado, 24 de janeiro de 2009
festas x(
Primeiro: nunca vão estar lá as pessoas que você quer que estejam
Segundo: um desmembramento do primeiro: as chances de ver exatamente quem não quer ver são imensas e proporcionais as de que a maioria dos convidados seja composta por gente chata
Terceiro: a música. Nunca, em nenhuma ocasião ou hipótese, a música vai me agradar (é claro, tenho que pensar em mim. pouco me importa se os outros gostam ou não de Cher).
Claro que faltou dizer que não suporto gente bêbada, gente atirada, gente efusiva, parentes, gente que finge que te ama e gente que resolve colar em você pra contar aquelas coisas que ninguém quer saber.
Na verdade, não sei o que se faz em festas. A música não é a que você gosta, ou pelo menos não é a que você quer escutar aquela hora. Você não sabe dançar (tá,e u falo por mim) e não tá a fim de aprender. Pra mim, tudo não passa de uma desculpa pra panelinhas: você vai com quem quer, fica a festa toda conversando só com os que te interessam (ou que te chateiam menos) e sai com quem chegou. Fim.
sábado, 31 de maio de 2008
Do You Mind?
"Ah, você é a Anna Raíssa?!"
Jeeze...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Gente, Gente
Às vezes eu acho que seria capaz de suportar uma crise de rim sem que qualquer pessoa ao meu redor percebesse. Não chamaria isso de mau caráter ou estoicismo, pode ser só auto-preservação. Não sei se saberia passar por qualquer incômodo em público, e não me sinto confortável quando alguém se expõe de qualquer maneira. Não consigo lidar com o desconforto alheio, com a falta de tato alheia e tampouco com as variações alheias; penso que cada um deveria guardar-se pra si, sem que os outros fossem de qualquer forma responsabilizados ou expostos a sentimentos e situações que não são suas.
Custa às pessoas serem respeitosas ou agradáveis, falta-lhes uma certa sensibilidade para tratar com o outro. Estamos numa época em que as pessoas se expõem demais ou se travam demais, uma época em que não é incomum sermos encarados como um perigo para o outro ou julgados impiedosamente. Numa época em que as relações são burguesas, assépticas e hipócritas. Numa época em que a frustração se veste de distância ou de não-preocupação, cala fundo e transforma os atos.
O tratamento dado a um ou a outro depende do humor de quem trata, e os pesos e medidas são vários e variáveis. O conceito que te é dado é indelével, mesmo que se prove que você é exatamente o oposto do que pensavam de ti no início. Tudo é julgado logo de início, tudo é jogado em caixas e quebrado para que caiba. Os conceitos são estreitos e impiedosos. Todo mundo tem que ser isso ou aquilo, ninguém pode ser tudo ao mesmo tempo. Ninguém muda, e se muda não é visto com bons olhos. Todos têm que ser brancos bonitos cristãos bem sucedidos financeiramente fãs do Chico Buarque antitabagistas heterossexuais corretos defensores da moral da ordem e dos bons costumes. Ecologia é coisa quem não liga pro progresso e os Direitos Humanos servem para defender marginais. Se você mora em Brasília, tem que saber Direito, ter carro e estudar pra concurso, se você mora em São Paulo é o bem sucedido, se mora no Rio é Menino. Tudo bem colocado, bem encaixado.
Alguns prezam por esses e outros conceitos, e têm alguém preso no porão há mais de vinte anos. E eu vou ler Sartre pra manter minha sanidade.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
de gente sozinha e música
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Papai Noel de Foice*
*título modificado, roubado de http://intertextoecontexto.blogspot.com
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Pornopolítica II
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PT – Paulo Tadeu, Chico Leito, Érica Kokay Cabo Patrício
PMDB – Roney Nemer , Pedro Passos, Benicio Tavares
PSDB – Nilton Barbosa, Jaqueline Roriz
PTB – Cristiano Araújo e Dr. Charles
PFL – Eliana Pedrosa, Junior Brunelli, Leonardo Prudente, Paulo Roriz
PL – Aguinaldo de Jesus
PDT – Reguffe
Prona - Wilson Lima
PP - Benedito Domingos, Raimundo Ribeiro, Batista das cooperativas, Rogério Ulisses .
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Pornopolítica I
Violação de painéis.
Acusado:
José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal, tem grandes chances de vencer já no primeiro turno.
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Aos que disseram não
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Hermanos
I’d rather be a sparrow than a snail,
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather be a hammer than a nail,
Yes, I would…
If I only could…
I surely would…
Away, I’d rather sail away
Like a swan that’s here and gone.
A man gets tied up to the ground,
He gives the world it saddest sound…
It’s saddest sound…
I’d rather be a forest than a street…
Yes, I would…
If I could…
I surely would…
I’d rather feel the earth beneath my feet…
Yes, I would…
If I only could…I surely would…
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Somos todos boçais
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Coração mole
quarta-feira, 3 de maio de 2006
CAMISETAS
quarta-feira, 26 de abril de 2006
GENTE CHATA
...
-"A BrasilTelecom agradece sua ligação. No momento, todos os nossos atendentes estão ocupados, por favor aguarde."
...
(Numa loja de celular, ao meio-dia d'um domingo)
-Olha, colega, esse plano aí queridinha é só praqueles tipos de aparelho ali. Mas se você quiser, colega, a gente podemos te mostrar outros, meu bem.
...
-Porque tinha que tirar a literatura do curso de Letras mermo. Meu negócio é gramática. Até essa porcaria aí dessa lingüística podia tirar também.
...
-Eu não gosto de filosofia. Essa história de "quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha" é uma chatice.
...
-Ah, esse seu sapato é igual ao da fulana da novela.
...
-Não, agora a gente não tá atendendo. Você pode vir amanhã de manhã? Mas vem antes das onze, é melhor (...)
...
-Esse presidente só pensa em pobre. Ele não lembra que foi a elite financeira que levou esse país pra frente até hoje.
...
-Professor só serve pra transformar essa cambada de burro num monte de petista idiota.
...
- Ah! Queridíssimas, lindíssimas, pulcríssimas, estou por demasiado contente em reencontrá-las após esse longo período de greve. Ah, chiquerésima, te mostrei o livro que eu me estapeei na livraria pra conseguir? O acontecido me arqueou sobremaneira...
HE-MAN
terça-feira, 18 de abril de 2006
Olimpíadas
Modalidade: War
N° de Participantes: 2 (Sr. George W. Bush versus Planeta Terra)
Como jogar: da forma mais suja.
CATEGORIA PARTIDÁRIA:
Modalidade: Pugilismo
N° de Participantes: 3 (José Serra versus Geraldo Alckimim + Aliados)
Resultado do jogo: José Serra ganhava disparado até o último round. Alckimim (que deve ser alquimista) conseguiu ganhar a partida no último minuto.
CATEGORIA NACIONAL:
Modalidade: Qualquer coisa em que um taco de beisebol possa ser diplomaticamente arremessado na cabeça do oponente.
N° de Participantes: 2 (Senador C. Buarque versus Sr. C. Vigilante)
Resultado Parcial: Vigilante não se deixa abater (pelo menos aparentemente), apesar das pancadas que recebe em sua cabeça dura. C. Buarque acusa o adversário de tramóias e jogo sujo.
CATEGORIA BURITI:
Modalidade: Golfe
N° de Participantes: Vários. Mas nessa modalidade, é a esquerda autofágica contra ela mesma.
Observando o jogo: D. Arlete e Sr. Agnelo estão com seus respectivos tacos, mas não se sabe onde foram parar as bolinhas e os "buracos".
segunda-feira, 10 de abril de 2006
Mantenedores do Sistema
Eu poderia até culpar a burguesia pelo fato, pois temos a maior concentração dela por metro quadrado do país (graças ao bom Deus o fato se deve a não termos tantos metros quadrados assim), mas me assusto a cada vez que constato que somos a nata da ignorância política e da falta de humanidade, por descaso ou até simplesmente por preguiça. Nos ônibus e nas ruas reinam as idéias reacionárias, do tipo “rouba, mas faz”, nas escolas professores insistem que sem dinheiro (muito) você não vai ser ninguém. Mães e pais pressionam adolescentes quando surgem concursos públicos como os da Câmara ou do Senado (o salário, meu filho, pense no salário). Mas quando o assunto é eleições, cada um dá seu jeito de sair de fininho. É um tal de “política não se discute” pra cá, uma história de “são todos iguais, as coisas não vão mudar” pra lá que até enjoa. Igualdade social? “Nunca”, dirão, “é utopia. Coisa de sonhadores, de quem não sabe ser prático”. Um nojo. Sim, pois a ignorância consentida enoja.
Mas por outro lado temos o que alguém chamou de “classe média comunista”. Esse é o tipo mais engraçado. É o filho de deputado tucano que usa camiseta do Che, os hippies universitários que desfilam na L2 de Honda Civic, e coisas desse tipo. Uma incoerência só.
E enquanto esses dois grandes grupos (os acomodados e os pseudo-engajados) vivem da sua autofagia, a miséria vai crescendo ao redor da capital. Invasão em cima de invasão, gente morando no lixão, a favela de Vicente Pires aumentando (inclusive suas aparições na mídia local), o crime se organizando e deputado vendendo a mãe pra não ter o nome envolvido em escândalos esse ano.
Brasília é um retrato saturado do restante do país. Aqui as coisas são mais evidentes, talvez por isso todo mundo aqui viva como se a situação fosse a mais normal possível. Não percebem o caos, não se comovem com a realidade alheia. Temos um governo criador de miseráveis. Quem foi que disse pra alguém que Brasília é um paraíso? Por que vêm pessoas dos confins do Goiás achando que, chegando aqui, por um passe de mágica vão conseguir um emprego público e apartamento na Asa Sul? Brasília não dá mais conta dos próprios filhos, e não se por de dar ao luxo de sair adotando mais gente. Não, não estou sendo fascista, longe de mim. O que acho é que devemos encarar o fato de que aqui ninguém quer dividir nada com ninguém. O cara que trabalha no Senado não quer que seu filho, tão bem educado no Galois, divida um banco de universidade com o filho do porteiro do prédio, quem dirá pensar no fato de que sua empregada possa vir a ser sua chefe no serviço público. Isso nunca! Alguém tem que evitar que o poder chegue às mãos de ex-empregados de fábricas e metalúrgicas, de professores ou estudantes. Vê lá se alguém quer deixar de comer em restaurantes caríssimos pra que algum outro infeliz possa vir a ter o arroz-com-feijão na mesa.
“Não, não”, pensam, “que eles se contentem com a própria sorte, porque nós já nos contentamos com a nossa”.


