Says the sign in the shop window.
Why? why?
Says the junk in the yard...
EU, O NARRADOR, SOU TEORIA.
Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura de café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto de meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raros são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta.
Pepetela. Mayombe. Angola, 1979.
Anna: Marcos!
Marcos: Uau! Bob!?
Anna: yep, baby. what's up, dude?
Marcos: I'm okay, man.
Could u play a song for me?
Anna: no, man, i can't. sorry. Call Mr. Tambourine Man to play a song for you in a jingle jangle morning, right?
Marcos: Mabe later, babe... You see, I'm not sleep and there's no place I'm going to.
Anna: I see, I see... my senses have been stripped and my hands cant feel to grip
Marcos: And how does it feel?
Anna: man, I'm no good... I feel like a complete unknown
with no direction home, see?
Marcos: Let me guess... Just like a rollig stone?
Anna: YEP!
My weariness amazes me, I'm branded on my feet, I have no one to meet... :-(
and the ancient empty street's too dead for dreaming...
I wanna bring it all back home
Marcos: To me it seems as if you were stuck inside a mobile with the Menphis blues (again)...
Anna: everything is strange... I run and I race but it's not too fast a pace
I dont have consolation, but i'm not there, i'm gone. It's all about confusion, man...
Marcos: Strange...
Oh where have you been my darling young one?
Anna: I see a diamond higway with nobody on it!
do you know where? where black is the colour, where none is the number =T
Marcos: And who did you meet my darling young one?
Anna: i met a young child beside a dead pony :-(
Marcos: Bob, you're amazing! If not for you,
I couldn't find the door,
Couldn't even see the floor,
I'd be sad and blue,
If not for you.
Anna: it aint me, babe, sorry
everything inside me is made of stone
Marcos: In this case, it's all over now, babe blue.
Anna: but you are gonna make me lonesome when you go :-(
okay, it hurts me too, but i'd hate to be with you on that dreadful day
I am a lonesome hobo, see?
Marcos: Yeah...
Ok, You're a big girl now.
Anna: In the summertime, in the garden... when we meet again introduced as friends... please! don't let on that you knew me whe i was hungry and it's your world
Marcos: You're no good.
Anna: No, I'm not, man… I wake every morning, fold my hands and pray for rain
i got a head full of ideas that are driving me insane
Marcos: Are you going to Acapulco, Bob?
Anna: YEAH! HEAVY AND BOTTLE OF BREAD!
Marcos: And Rose Marie is just set there waitin' for you to come...
You're lucky, Bob.
Anna: I don't believe in you! she acts like we never have met!
Marcos: Uai!
She acts just like a woman!
Anna: but she breaks just a little girl; she makes me a fool such as I
Marcos: And it's like a hard rain is gonna fall...
Anna: there must be some way out of here...
Marcos: And you don't no where it is... Don't you mr. Bob?
Anna: you're right, I don't :-(
and I never gonna be the same again
but i'm on the road, again, pledging my time...
I got a poison headache but I feel alright
Marcos: Got no time to think?
Quem te viu,quem te vê, Bob. The times they are a-changing...
Anna: I cant be the last to leave, man
I'm hoping you come through, too. we're obviously two believers, but like Louise always says: "you cant look at much, can ya, man?"…
Marcos: No, no, no, it ain't me, Bob.
Anna: what can I do for you? when you gonna wake up?
by the way... where are you tonight, hã?
Marcos: I'm going to have some fun.
Anna: the road is long... can you please crawl out your window? there's an idiot wind blowing every time you move your mouth...
Marcos: Ok I'll walk into my room.
Anna: you're just a man on the Street, brother, a man in the long black coat
Marcos: The wicked messenger?!
Anna: with god on your side...
Marcos: and no direction home
Anna: take it easy, ain't no man righteous, no not one, nor these ten thousand men all dressed in white
Marcos: God knows, Bob.
Anna: I won't come here no more if it bothers you, sir
Marcos: It's not that, Bob.
It's just that I'm not the one you're looking for.
It ain't me, Bob.
Anna: you can say what you want, dude, but the next time you see me coming, you better run!
Marcos: I'm a man of constant sorrow...
If I'd know this before, Honey I never would have come.
Anna: to you, death is quite romantic, right?
Sometimes I think about you, guy, is it true that you think of me too?
Marcos: Sure, dude. Everytime I think of you my mouth makes "lalalari, lalalari"...
Bob.
Time passes slowly up here in the daylight
by I have to go to work.
Anna: Take a big yellow taxi, man
and good lucky
Marcos: (The one wich goes to Acapulco?)
Anna: exactly
Marcos: Ok
Anna: go 'way, little boy
Marcos: We'll see any day now.
Bye and bye
Anna: Bye, babe
and, If you see her, say hello
Marcos: Ok. lay down your weary tune.
"Ah, você é a Anna Raíssa?!"
Jeeze...
Às vezes eu acho que seria capaz de suportar uma crise de rim sem que qualquer pessoa ao meu redor percebesse. Não chamaria isso de mau caráter ou estoicismo, pode ser só auto-preservação. Não sei se saberia passar por qualquer incômodo em público, e não me sinto confortável quando alguém se expõe de qualquer maneira. Não consigo lidar com o desconforto alheio, com a falta de tato alheia e tampouco com as variações alheias; penso que cada um deveria guardar-se pra si, sem que os outros fossem de qualquer forma responsabilizados ou expostos a sentimentos e situações que não são suas.
Custa às pessoas serem respeitosas ou agradáveis, falta-lhes uma certa sensibilidade para tratar com o outro. Estamos numa época em que as pessoas se expõem demais ou se travam demais, uma época em que não é incomum sermos encarados como um perigo para o outro ou julgados impiedosamente. Numa época em que as relações são burguesas, assépticas e hipócritas. Numa época em que a frustração se veste de distância ou de não-preocupação, cala fundo e transforma os atos.
O tratamento dado a um ou a outro depende do humor de quem trata, e os pesos e medidas são vários e variáveis. O conceito que te é dado é indelével, mesmo que se prove que você é exatamente o oposto do que pensavam de ti no início. Tudo é julgado logo de início, tudo é jogado em caixas e quebrado para que caiba. Os conceitos são estreitos e impiedosos. Todo mundo tem que ser isso ou aquilo, ninguém pode ser tudo ao mesmo tempo. Ninguém muda, e se muda não é visto com bons olhos. Todos têm que ser brancos bonitos cristãos bem sucedidos financeiramente fãs do Chico Buarque antitabagistas heterossexuais corretos defensores da moral da ordem e dos bons costumes. Ecologia é coisa quem não liga pro progresso e os Direitos Humanos servem para defender marginais. Se você mora em Brasília, tem que saber Direito, ter carro e estudar pra concurso, se você mora em São Paulo é o bem sucedido, se mora no Rio é Menino. Tudo bem colocado, bem encaixado.
Alguns prezam por esses e outros conceitos, e têm alguém preso no porão há mais de vinte anos. E eu vou ler Sartre pra manter minha sanidade.
Estou lendo dois romances que têm muito em comum (e isso nada tem a ver com eles em si): Norwegian Wood, do japonês Haruki Murakami e O Perfume, do escritor alemão Patrick Süskind. Uma das coisas que os ligam é o fato de serem autores novos para mim (assim como a literatura japonesa também me é nova). A outra, é de terem um enredo completamente estranho ao meu gosto de leitora. O primeiro –que acabei de começar, então ainda não posso julgá-lo em nada que não seja meramente a “capa”- se passa no final dos anos 60 e conta a história de um jovem de 20 anos que vai morar em Tóquio para estudar na Universidade –algo que me lembra em muito O Apanhador no Campo de Centeio, vamos ver até aonde a parecença vai. O segundo é a história de um serial killer nascido na Paris fedorenta do século XVIII e que percebe que pode manipular as pessoas através do olfato.
Livros assim geralmente não me chamariam a atenção. Aliás, nem a encadernação deles me chamaria a atenção. O Perfume faz o tipo clássico sisudo, na capa azul marinho dura com cara de coleção. A edição que a Objetiva fez para Norwegian Wood segue o estilo modernoso, com imagem de gente e círculos e quadrados sobrepostos, meio preto-e-branco, meio colorido. Histórias de serial killers ou jovens solitários apaixonados não me levariam a ir mais além num livro, mas resolvi –meio inconscientemente- dar uma colher de chá para esses dois (ou para minha experiência com os livros). Outra coisa que coincidiu foram as datas: ambos os livros são da década de 1980 e, se eu não me engano, minhas incursões literárias por essa época são bem escassas.
Enquanto eu faço alquimia com as minhas leituras, os teóricos ficam lá largados. Ah, dane-se. Não é sempre que os livros mandam que a gente os leia.
Maconha. Toda vez que passo pelo 101 e sinto esse cheiro forte de um milhão de incensos misturados já posso adivinhar. O vizinho do apartamento em frente tá pegando a mulher na porta, será que não vê que o vidro é quase transparente? Vai ver que viram sim; quase começo a rir, e subo as escadas mais depressa. Da casa dos irmãos vem o som irritante do violino e um cheiro bom de pão. O cheiro, aliás, pode estar vindo do saco de papel que trago da padaria. Saco de pão, mochila, bolsa e livro nas mãos, como vou achar a chave? Passo antes pela porta aberta do meu vizinho de frente, no terceiro andar. A porta entreaberta deixa ver um ambiente que me parece marrom e um ar de museu, brrr.
Abro minha porta: cadeira cheia de livros; mais cadeira e mais livros. A bagunça da mudança recente, ou não tão recente, mas a bagunça da falta de tempo de desfazer a mudança. O computador, cadernos, mala de roupa, papéis sobre a cama; o abajur aceso desde a semana passada, quando saí. Me estiro na cama, tiro os tênis com os pés. Lá de baixo vem as risadinhas dos vizinhos da porta de vidro e o violino da irmã. Lamento a sorte dos que vão escutá-la na igreja. Alguém cozinha feijão, e o cheiro entra vindo do corredor. Carros correm lá embaixo, e vão se afastando a medida que o sono vem...
O lance é que, fora os Groo da infância, a Turma da Mônica, e umas tiras do Quino, Laerte, Angeli, Glauco, Dik Browne, Bill Watterson, Henfil e Schulz da vida, eu até hoje não consegui passar de meia dúzia de X-Men, uns Batman, algumas coisas do Milo Manara e volta e meia um Alan Moore ou um Frank Miller.
Gravados em 1984 (Cantoria 1) e 1986 (Cantoria 2), esses dois discos são o que há de melhor da viola nas vozes dos mais expressivos cantadores do país. E tudo regado a pinga com mel ;-)
Com Cartola e Dona Zica no elenco :o
Como de praxe, eu e D. Zélia no cinema logo no início do ano =P
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1ª música do ano:
Tull) é quase um trauma =P
Talvez antes eu nunca a tenha escutado inteira, de uma só vez (I’m a bad dream that I juuuust haaaaave todaaaay). Vale lembrar que o feito que foi repetido algumas vezes ao longo do ano.
Gravada em 1971 ou 1972, a letra é baseado num poema escrito por um garoto fake, o Little Milton. A capa do disco –um tablóide com 12 páginas- foi totalmente desconfigurada pra virar CD, e eu ainda sonho em encontrar o LP numa loja de discos por aí...
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1ª lista do ano
Pares Perfeitos:
queijo & goiabada
livro & café
café & leite
pão & manteiga
cássia eller & nando reis
lennon & mccartney
tom & vinícius
marx & engels
rede & violão
chuva & sono
filme & vinho
che & fidel
simone & sartre
marcelo camelo & rodrigo amarante
joão & maria
all star & calça jeans
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Melhor site:
Que orkut que nada... melhor do ano mesmo foi o André Dhamer e suas malvadezas.
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Aquisições do ano:
Uma gaita. Já já cês vão ver meu nome na agenda cultura da cidade =P
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Melhor show:
Satolep Sambatown foi o melhor disco inédito de 2007, o que valeu três shows (no último tivemos a honra de ver o bis boicotado pelos próprios organizadores do evento) e noites virando a net atrás do disco... Mais uma prova da genialiadade lírica (Vitor Ramil) e técnica (Marcos Suzano) dos músicos.
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Melhor disco não-inédito:
Layla and Other Assorted Love Songs, do Derek and the Dominoes (1970). Sempre, sempre e sempre o melhor –e talvez menos conhecido- disco de blues rock de todos! Foi nesse disco que Layla foi lançada, numa versão de estúdio infinitamente superior à versão acústica que fez sucesso.
Chamando a atenção para ‘Bell Bottom Blues’ (a melhor música de coração partido, ou de dor-de-cotovelo, do mundo), ‘Key to the Highway’ (virtuosismo acima de tudo!), ‘Layla’ (feita para a ex-senhora Harrison e ex-senhora Clapton) e a versão do Derek para ‘Little Wing’, do Jimi Hendrix.
;-)
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Melhores filmes reassistidos:
Quando - e se – eu morrer quero passar a eternidade assistindo:
EL LABERINTO DEL FAUNO (GUILLERMO DEL TORO)
Umberto D (Vittorio de Sica)
Arroz Amargo (de Santis)
Morangos Silvestres (Bergman)
Cinema Paradiso (Tornatore)
The Blues Brothers (os dois- John Landis)
A Batalha de Argel (Pontecorvo)
Stranger Than Fiction (Marc Forster)
Acossado (Godard)
O Fantástico Mundo de Jack (Tim Burton)
Secretária (Steven Shainberg)
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Outros melhores:
Shaun of the
Death (Edgar Wright)Histórias da Revolução (Gutierrez
Alea)Nina (Heitor Dhalia)
Scoop (Woody Allen)
Sobre Meninos e Lobos (Clint
Eastwood)Os
Infiltrados (Scorcese)Paris, Je
T’aime (aqui)Good
Night, and Good
Luck (George Clooney)Desventuras em Série (Brad
Silberling)Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças (Michel
Gondry)
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Piores peças de teatro...
...ou: Como Jogar R$ 7,50 Fora Fácil, Fácil.
Hedda Gabler
As Gaivotas
Os Demônios
Quartett
Tirando por base de que eu devo ter ido quatro ou cinco vezes ao teatro este ano...
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Sexta à noite, um amigo, cinema e...
... 230 minutos de filme:
A Pedra do Reino (baseado no livro de Ariano Suassuna), de Luiz Fernando Carval
ho.
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Autor do Ano:
Pierre Bourdieu. Eu sou uma mera seguidora.
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Autoras do Ano:
Clarice e seu impossible-to-read Perto do Coração Selvagem, e Sylvia Plath, a descoberta.
Último filme do ano (31/12/2007):
Melissa P. (Luca Guadagnino). Dicussões sobre o que é pornográfico e o que é erótico. Parafilias e pornofílicos. Vinho, batata frita e uma ótima companhia.
