quarta-feira, 15 de julho de 2009

john winchester, ou, como viverei até setembro

domingo assisti ao último episódio de supernatural. a próxima temporada só começa em setembro, e eu fico aqui pensando no sam e no dean olhando assustados praquela luz saindo do chão de onde invariavelmente vai subir o coisa-ruim. pensei em assistir novamente às quatro temporadas passadas, mas meu irmão disse que eu deveria era ser internada.
é importante que fique claro que não é só pelos atores (lê-se jensen ackless *suspiro*) que eu vejo a série. nunca tive paciência pra nada do tipo (filmes partes 1, 2, 3, 20; novelas; livros em tomos; séries e similares), e quando lost começou a ficar viajandão demais, caí fora. mas essa conseguiu prender minha atenção.
e não é só pelos filhos não. (tem também o john winchester, uma mistura de javier bardem com café e conhaque que deu muito certo. com um pai desses, os filhos só podiam sair bem criados)
a série é muito boa mesmo.
mas, meldels. a culpa não é minha se a família é pródiga.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

casa vazia

[as únicas palavras que merecem existir são as palavras melhores que o silêncio]

coréia do sul, japão/ 2004/ kim ki-duk

sábado, 4 de julho de 2009

atualizando...

vi o documentário ônibus 174, de josé padilha; o longa última parada 174, de bruno barreto; um monte de curtas e comecei o curso de história do cinema mundial já no terceiro módulo, por que os dois primeiros são bem no horário do trabalho (ah, se eu não trabalhasse...).
desisti de assistir filmes no cine brasília: ou eu enrolo e perco o filme, ou a noite tá fria demais e eu prefiro vir pra casa mais cedo (coisa que já enjoei de fazer também). aí quando consigo ir falto morrer de calor -ar condicionado é luxo- ou de espirrar com o mofo. =(
vi mais alguma coisa que eu não lembro, e nos cinemas não está passando nada que presta. aguardemos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

tragédias cotidianas

você acorda atrasada pra levar a criança na escola -que, aliás, ainda não calçou o tênis nem escovou os dentes.
não tem nada pior que acordar e ter que sair correndo. mas tive que fazer, whatever.
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aí vc tropeça na escada na volta, tenta dormir de novo mas o telefone não para de tocar, vai tomar leite e não tem leite (inclusive, nem manteiga), se atrasa na hora de sair e por um milagre divino, consegue pegar o ônibus na hora.
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você se alegra e deus dá um sorrisinho sarcástico. vinte minutos depois, o ônibus quebra. cinco minutos de espera, um bando de animais se acotovelando pra entrar no outro ônibus, até mesmo uma grávida cheia de filhos que acha por bem enfiar a bolsa e a barriga na cara de todo mundo. uma dona me empurra e passa na minha frente, o que faz com que eu sinta ódio dela o resto da viagem. a grávida, que tá sentada, se oferece pra levar minha bolsa, e meu humor pro lado dela melhora bastante.
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aí você já se acostuma em ter que passar o dia todo com raiva da humanidade e deus dá outro risinho: o cara que vende discos de vinil na calçada tem um beatles duplo (que você não pode descer pra comprar, porque tá longe -beeeeem longe- da sua parada). o filho mais novo da grávida fica te olhando o resto da viagem e sorrindo. quando você desce, ele te dá tchau e fica abanando do ônibus até sumir. no trabalho, os colegas começam a te sacanear no exato momento que você pisa na sala e você ganha chocolates e ri o resto do expediente.
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life goes on, bra!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
nada que você possa cantar que não possa ser cantado
nada que você possa dizer, mas você pode aprender como jogar
é fácil!

nada que você possa fazer que não se possa fazer
ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo
é fácil!

não há nada que você possa saber que não possa ser conhecido
nada que você possa ver que não possa ser visto
nenhum lugar onde você possa estar que não seja onde você quer
estar
é fácil!

ALL YOU NEED IS LOVE!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

e eis que baxou o são preguiça e eu nunca mais consegui escrever no blogue.

mas assistir filme é bom e o tempo anda frio. e já que o dênis sepol falou no dia dos solteiros e eu sou ainda sou adepta dos relacionamentos com menos de 90 dias de idade, vamos à listagem do que andei assistindo:

a espinha do diabo, do guillermo del toro. bom uma barbaridade.

o homem que copiava
, que eu já tinha assistido e baixei esses dias só pra gravar mas não deixei de dar uma olhada.

diários de motocicleta, idem.

21 gramas, amores perros e babel. todos já assistidos, mas como falamos muito sobre eles no trabalho essa semana, andei revendo umas cenas.

taxi driver, que assisti até faltar meia hora pro fim e desisti. aí o paulo disse que perdi a melhor parte.
ainda estou lendo galeano e ouvindo o disco novo do bob dylan, está ficando cada dia mais frio e daniel não me mandou meus livros.

ob la di, ob la da.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jensen Ackles e PortaCurtas

e aí já era o fim de semana, né?

como quase todos os meus últimos fins de semana desde não-sei-quando, meus minutos preciosos foram gastos assistindo supernatural, aquela série dos irmãos e tal - um mais bonito que o outro (que é mais bonito ainda)- entonces nada de filmes :(

mas hoje dei um pulo lá no porta curtas, que eu tinha esquecido de linkar aqui, mas já o fiz :-B, e andei vendo umas coisas bem bacanas (e umas ruiiins de doer). pra evitar a fadiga, vou linkar um dos meus curtas favoritos, espalhadas pelo ar.

e, sim, a GRACINHA do jensen ackles.

[suspiro. corta]


domingo, 7 de junho de 2009

eduardo galeano

eu estava bem feliz lendo sêneca. na verdade, eu tava bem feliz por ler sêneca, mas bem preocupada com os lances de a vida não é curta, você que é inútil ou quem acha que a vida não é boa o suficiente é porque não é bom o suficiente pra viver que enchem o livro do camarada aí (até onde eu li, pelo menos).

eis que me aparece um conto de eduardo galeano, umas poucas linhas, rapidinhas mas tão cheias de beleza, tão sutil, tão sublime, que eu parei o sêneca, desci na leitura e comprei o livro dos abraços, que se eu pudesse escolher estaria lendo desde os meus quatro anos de idade. e enquanto eu leio galeano, dando prosseguimento ao quinze páginas por mês, extensão de um livro em míseros sete dias, fica aí o conto e o pequeno diego.

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos.
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

- Me ajuda a olhar!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

assisti as virgens suicidas há uns três dias, mas estava numa preguiça maldita de escrever sobre ele aqui no blog. mas acontece que anteontem eu comecei a ver wall-e e dormi. e hoje estava assistindo vermelho como o céu, mas o telefone de casa não parava de tocar. quando finalmente cheguei aos quarenta minutos de filme, o áudio sumiu (vou socar o cara da locadora). aí desisti, amanhã retomo. o pior é que eu tava gostando do filme.
mas en-fim.
primeiro filme dirigido por sofia coppola, as virgens suicídas -ao contrário do que eu imaginei- é um filme sobre adolescentes, e não para adolescentes. a direção é bem feita e o filme atende ao que se propõe, embora algumas vezes o ritmo se torne cansativo e a lenga-lenga se torne chata.
a história é contada pelos quatro vizinhos que acompanharam a tragédia da família lisbon.
tudo começa quando a mais nova das cinco filhas -com idades que variam de 13 a 17 anos- comete suicídio. a partir daí, as tentativas dos pais -rígidos ao extremo- de trazer de volta a calma e a tranquilidade que eles supunham haver na familia vão fracassando uma a uma, e culmina no suicídio das outras quatro meninas. o mais engraçado é que os pais nunca, jamais, sequer cogitam assumir a responsabilidade da infelicidade generalizada da sua prole, que foi proibida inclusive de ir à escola para não ter contato com rapazes. ouquei, as meninas não são inocentes e parecem querer de certa forma se vingar dos pais, apesar da relação familiar não ser de forma alguma violenta. mas toda a rigidez e castração por quais as meninas passaram podem ser a razão de tudo. além da adolescência em si, que é uma fasezinha dos infernos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

o que fazer em caso de incêndio? é uma comédia alemã nos moldes de adeus, lênin (apesar dêu só ter visto essas duas). leve sem ser superficial, o filme conta a história de seis amigos anarquistas que na década de 80 moravam juntos num apartamento e, entre tantos outros protestos e modos de resistência, plantaram uma bomba caseira numa mansão abandonada. depois do acidente com um dos menbros do gruppe 36, que acaba perdendo as pernas, o grupo se separa e cada um segue rumo muito diferente daqueles sonhados por eles durante os tempos de anarquia. mas, 15 anos depois, a dita bomba explode e eles são obrigados a se juntar novamente para não serem pegos pela polícia. nisso, cada um acaba encarando seu presente e tendo que pensar no que tem feito de suas próprias vidas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

mariposas e borboletas

a língua das mariposas - que em português deveria se chamar a língua das borboletas, mas enfim...- é um filme de 1999 do diretor espanhol josé luis cuerda, baseado em três contos do escritor galego manuel rivas.
ambientado na galícia pouco antes do início da guerra civil espanhola, o veio da história conta o relacionamento do o menino moncho -que tem por volta de 7 anos- e seu professor, don gregorio. moncho está apavorado com a ideia de ir à escola, por ouvir de seu irmão que os professores batem nas crianças por qualquer motivo, e planeja até mesmo ir para a américa para fugir das aulas. mas quando conhece seu professor, um senhor sensível e inteligente, às vias de se aposentar, moncho se apaixona pela escola e pelo aprendizado.
sempre às voltas com poesias, natureza, insetos e a vida em si, o professor se preocupa, mais do que ensiná-los a fazer contas, em mostrar aos garotos a beleza da vida e as sutilezas do mundo que os rodeia.
(o professor revela aos meninos a existência do tilonorrico, animal australiano que dá uma orquídea à fêmea para conquistá-la e que as borboletas possuem uma "espiritrompa", uma tromba em espiral para sugarem o néctar, e que só pode ser vista no microscópio.)
o relacionamento da criança e seu maestro é de uma sensibilidade tocante, compartilhada pelos pais do garoto. mas, com as preocupações crescentes acerca da guerra, as relações interpessoais na pequena vila onde eles vivem vai se deteriorando até o fim. o pai do garoto, e todos os outros republicanos do local, tiveram que negar suas posições políticas. para se protejerem, os vizinhos e amigos começam a se acusar entre si, despedaçando relações e ferindo sentimentos, colocados abaixo do orgulho pessoal e do egoísmo.
ao final (eu encho o texto de spoiler sim!), alguns são presos, dentre eles don gregorio, que já havia se aposentado mas continuava sua amizade com o menino e sua família. ao gritos de "comunistas", "ateus", "vermelhos", eles são colocandos em um caminhão e levados pelo exército. chorando, o pai do menino acusa o professor de comunista. correndo junto com os outros meninos, moncho joga pedras no caminhão, gritando para professor: rojo! ateo! espiritrompa! tilonorrico!, mostrando que o que aprendeu com ele, o que passaram juntos, vai persistir apesar da situação política ou dos acontecimentos externos.
o filme termina com a frase começou a guerra civil.
ir ao cinema nos dá todo direito de chorar, em qualquer das cenas do filme.

domingo, 31 de maio de 2009

começo extremo

não lembro qual foi o assunto que surgiu entre um colega de trabalho e eu e levou à esse filme. lá pelas tantas ele comentou e eu fui atrás pra saber de qual era (inclusive, o filme casa vazia também foi recomendado por ele, mas até hoje não consegui encontrá-lo).
dividido em três partes, dirigidos cada uma por um diretor de um país diferente (hong kong, coréia do sul e japão), three... extremes (2004) apresenta três situações realmente extremas, sem nenhuma ligação entre si, como se fossem três contos de horror. ou melhor, nem tanto de horror, mas macabros mesmo. mas nada de direção tosca, cenas asquerosas e fotografia de quinta: a proposta de se apresentar situações extremas de forma estética foi magistralmente cumprida. se não fosse tão hardcore, era um filme bonito.
entre assitir a primeira e a última parte devem ter se passado bem um mês. meu irmão começou assistir comigo e não chegou nem no terceiro bolinho de feto. a segunda parte eu só consegui ver inteira na segunda tentativa, e a última até que foi bem rapidinha. se todos os filmes fossem assim, estaríamos agora no começo da odisseia um filme por mês, de revirar o estômago (por falar em estômago, tem aquele filme com esse nome, acho que vou assistir). mesmo assim, foi um dos melhores filmes que eu vi esse ano, pelo menos até agora.
a primera parte, dumplings, de fruit chan (oooobviamente, o nome do diretor foi copiado do google), conta a história de uma ex-atriz de meia idade que fora linda-rica-bonitona e agora, com a passagem do tempo, está desesperada com a perda da juventude (e do interesse do marido, que tem uma amante mais jovem). ela procura tia mei, conhecida por ter uma receita de rejuvenecimento imbatível: bolinhos (dumplings) feitos com fetos provenientes de abortos feitos pela própria tia mei ou na clínica em que ela trabalhava. mas, à medida que a atriz se angustia por efeitos mais visíveis, o preço vai se tornando alto demais. aliás, pra ela, nenhum preço é alto demais para se ter a juventude de volta; aí se desenrola uma história que envolve abortos, assassinatos, traição, incesto, tudo tendo como força motriz a vaidade ao extremo.
o próximo segmento é do diretor de oldboy (aliás, filmaço!), park chan-wook -esse eu sabia mesmo- que apresenta uma história pra lá de bizarra com o argumento parecido com o daquele filme: um diretor de cinema bem-sucedido e sua mulher são repentinamente sequestrado por um cara que eles não têm ideia de quem seja e nem por quê está fazendo isso. a mulher do diretor, que é pianista, está sentada ao piano totalmente (totalmente mesmo) amarrada, com os dedos colados (provavelmente com superbonder) nas teclas. o sequestrador maluco mostra ao cineasta uma menininha de uns oito anos e o obriga a matar a criança. a cada dez minutos que passam sem que o cineasta consiga fazê-lo, ele corta um dedo da esposa. enquanto isso, vai contando sua história de vida. a cena é cheia de sangue, choro e humor negro, onde vão se mostrando os defeitos morais de cada um dos personagens.
a terceira e última parte é a melhor entre as três se formos pensar em argumento + roteiro + direção + fotografia. o resultado é um efeito sufocante de pesadelo constante, onde não sabemos o que é real e o que é imaginação. uma única e rapidíssima cena -a última, magnificamente pensada- desvenda toda a realidade. cut conta a história de uma famosa escritora que é atormentada pelas visões da irmã mais nova, morta em um incêndio causado pelo ciúme entre elas quando trabalhavam como assistentes de um mágico. as visões com a irmã, um pesadelo recorrente e imagens delirantes dão uma agonia horrorosa, o que só mostra o quão bem feito é o filme.
__

apesar de já ter umas semanas que eu assisti trhee... extremes, pensei em começar por ele por ter sido o primeiro filme que assisti depois de ter pensado no projeto, e por ser um filme diferente do que eu estou acostumada a ver. trash sem ser tosco, incômodo sem ser pesado, um filme de arte sem ser pedante nem hermético. quase um filme delicado.


ps: esperando pacaraio o anticristo do lars von trier.

sábado, 30 de maio de 2009

projetos

depois de décadas de ajuntamento de livros, filmes e músicas, vamos começar los grandes proyectos: Um Filme por Dia e Um Livro por Semana.
também serão empreendidos um projeto no mesmo esquema, relacionado à música (mas ainda não me decidi qual o esquema, uma espécie de "um álbum por dia" ou "um artista por vez", nosso departamento projetístico está trabalhando em cima disso); o projeto de até o fim do ano tirar algo do violão que não sejam calos nas mãos e cordas arrebentadas, alguma coisa relacionada à fotografia (coimalinda!) e aprender decentemente espanhol. e, obviamente, outros projetos serão incorporados à lista. e se algum deles chegar pelo menos à metade, poderemos considerar isso um grande avanço da minha parte.

pois bem.

profundamente dedicados à ociosidade luminosa e produtiva e ao bom aproveitamento do tempo e da vida, os assim chamados "projetos" consistem em, dois pontos

a) como o nome já diz, o Um Filme por Dia irá se dedicar, ou eu irei me dedicar, a assistir todos os filmes que tiverem a sorte de passar pelos meus olhos (vou tentar me controlar e não assistir o labirinto do fauno mais mil vezes). para isso contaremos com um grande acervo de filmes baixados, copiados, backupiados, comprados, locados e emprestados, um por dia -na medida do possível- que serão comentados aqui nesse moribundo blog.
sim, aceitamos sugestões :-P

b) Um Livro por Semana: a book per week, aiquitesón, é um ótimo motivo para eu começar a ler os livros que eu comprei e ainda não li. o único motivo é o prazer em si, já que isso de ler livro obrigado é o pior castigo do mundo e eu nunca precisei disso. o projeto Um Filme... (escrevendo igual jornalista, ui) já existia, e é fruto do anteprojeto musical da mesma espécie (e ainda sem nome/ planejamento). Conversando com Lelê Teles, me veio a idéia de fazer o mesmo com livros

abre parênteses:
eu: (...) eu pouco tenho lido, mas to comprando tanto livro que mal tá cabendo em casa!
ele: os livros nos encantam e nos educam até mesmo com a sua presença, além de ter o poder de seduzir os outros.
(achei lindo isso)

fecha parênteses

o esquema de leitura é o seguinte: nenhum. posso começar lendo livros por ordem alfabética, por ordem de tamanho, por ordem inversa de tamanho ou por cor da capa, whatever. não vai adiantar nada mesmo, todo hora vão aparecer regras novas e sumir outras (quem gosta de calvinbol levanta a mão).

e por falar em comprar livros, daniel lopes, aquela fofura, me vendeu as cem melhores crônicas, do mário prata; o queremos tanto a glenda, do cortázar; o granta, volume 3; o amor e lixo, do ivan klíma e ainda vai me mandar de brinde o tre cavalli, que vai de presente pro camarada marcos lima. tudo isso por um preço pra lá de bão. quem quiser testar, vai lá na prateleira dele na ev.

então é isso, vamos ao primeiro filme.


ps: o lance é comentar filmes e livros, discordar, concordar ou confundir. pra fazer crítica profunda e bem fundamentada têm outros seres se dedicando que não eu.

psii: comecei ontem o sobre a brevidade da vida, do sêneca (o diderot, já no século xviii e antes que caetano pudesse dizer algo, tascou logo um "esse tratado é lindo", no melhor sotaque baiano), vamo ver o que dá.

psiii: baixei o the complete recordings, do robert johnson. cavernoso. o hômi falou com o capeta mesmo, certeza.

psiv: meu irmão até que enfim aprendeu o que é bom da vida e vendeu sua alma ao rock n' roll. ou não. o fato é que ele me apresentou a kiss fm tem algumas horas, e eu já ouvi kiss, ac/dc, heaven & hell e led zeppelin, então vale a pena ;-)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Adultos [ Vladímir Maiakóvski]

Os adultos fazem negócios.
Têm rublos nos bolsos.
Quer amor? Pois não!
Ei-lo por cem rublos!
E eu, sem casa e sem teto,
com as mãos metidas nos bolsos rasgados,
vagava assombrado.
À noite
vestis os melhores trajes
e ides descansar sobre viúvas ou casadas.
A mim
Moscou me sufocava de abraços
com seus infinitos anéis de praças.
Nos corações, nos relógios
bate o pêndulo dos amantes.
Como se exaltam as duplas no leito do amor!
Eu, que sou a Praça da Paixão, *
surpreendo o pulsar selvagem
do coração das capitais.
Desabotoado, o coração quase de fora,
abria-me ao sol e aos jatos de água.
Entrai com vossas paixões!
Galgai-me com vossos amores!
Doravante não sou mais dono de meu coração!
Nos demais - eu sei,
qualquer um o sabe -
O coração tem domicílio
no peito.
Comigo
a anatomia ficou louca.
Sou todo coração -
em todas as partes palpita.
Oh! Quantas são as primaveras
em vinte anos acesas nesta fornalha!
Uma tal carga
acumulada
torna-se simplesmente insuportável.
Insuportável
não para o verso
de veras.

sábado, 24 de janeiro de 2009

festas x(

Vou dar três motivos pelos quais eu não gosto de festas...

Primeiro: nunca vão estar lá as pessoas que você quer que estejam
Segundo: um desmembramento do primeiro: as chances de ver exatamente quem não quer ver são imensas e proporcionais as de que a maioria dos convidados seja composta por gente chata
Terceiro: a música. Nunca, em nenhuma ocasião ou hipótese, a música vai me agradar (é claro, tenho que pensar em mim. pouco me importa se os outros gostam ou não de Cher).

Claro que faltou dizer que não suporto gente bêbada, gente atirada, gente efusiva, parentes, gente que finge que te ama e gente que resolve colar em você pra contar aquelas coisas que ninguém quer saber.

Na verdade, não sei o que se faz em festas. A música não é a que você gosta, ou pelo menos não é a que você quer escutar aquela hora. Você não sabe dançar (tá,e u falo por mim) e não tá a fim de aprender. Pra mim, tudo não passa de uma desculpa pra panelinhas: você vai com quem quer, fica a festa toda conversando só com os que te interessam (ou que te chateiam menos) e sai com quem chegou. Fim.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As três Irmãs, Checov

"Depois de nós, os homens viajarão de balão; as roupas terão mudado de forma. descobrirão, talvez, um sexto sentido e o desenvolverão, mas a vida continuará a mesma, uma vida difícil, plena de istérios e feliz. Daqui a mil anos o homem suspirará como hoje: 'Ah! Como a vida é dura!'. Mas, da mesma maneira de hoje, terá medo e não quererá morrer.
(..)
Não será somente por mais duzentos ou trezentos anos, mas ainda por um milhão de anos. A vida continuará como tem sido até agora. Ela não varia, é constante,s egundo suas próprias leis, que não nos dizem respeito ou, pelo menos, não conheceremos jamais. Os pássaros migratórios, as cegonhas, por exemplo, voam, voam, e sejam quais forem os pensamentos, grandes ou pequenos, errantes em suas cabeças, elas continuarão a voar, sem saber por que e para onde. Os pássaros voam e voarão, independentemente dos possíveis filósofos que surjam entre eles... e poderão filosofar à vontade, contanto que voem..."


fala de Tusenbach em AS TRÊS IRMÃS, de Anton Checov

domingo, 11 de janeiro de 2009

Ora, Bola... :-)

Oy! Oy! Oy!
Mira aquella bola,
la bola,qe rebota en la cabeza de ese niño

¿Quién es ese niño?
Ese niño es mi vecino

¿Dónde vive ?
En aquella casa.

¿Dónde está la casa?
La casa esta esta en la calle.

¿Dónde esta la calle?
En la ciudad

¿Dónde es la ciudad?
Entre las montañas

¿Cuales montañas?
Montañas de los andes.

¿Y donde estan los andes?
En América del sur continente Américano
bañado por los mares en tierras del centro
de todos los planetas.

¿Y cómo es un planeta?
Un planeta es una bola
qe rebota en el cielo..

domingo, 14 de dezembro de 2008

The 60's way of life...

Buy! buy!

Says the sign in the shop window.

Why? why?

Says the junk in the yard...

domingo, 3 de agosto de 2008

    EU, O NARRADOR, SOU TEORIA.

        Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura de café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto de meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raros são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta.


 

Pepetela. Mayombe. Angola, 1979.